Custos fixos: 9 exemplos e como identificá-los na empresa

gestor analisando custos fixos da empresa

Saber identificar quais são os custos fixos e variáveis da empresa é o primeiro passo para uma gestão financeira eficiente. Mas por quê?

O custo fixo é aquele que não se altera mediante aumento ou diminuição da produtividade, fato que ajuda a prever a lucratividade e ter previsibilidade sobre os gastos futuros da organização.

Assim, além de compreender melhor o fluxo de caixa, também é possível medir e controlar o retorno sobre investimentos, seja em novos departamentos, produtos, serviços e diversos outros.

Mais do que um dos KPIs financeiros fundamentais de uma companhia, fazer o acompanhamento dos custos fixos auxilia na elaboração de estratégias para uma gestão orçamentária aprimorada. 

Ao saber quais são os gastos que não variam – ou que variam muito pouco, em alguns casos –, é possível projetar resultados dos investimentos e melhorar a assertividade nas tomadas de decisão mesmo em épocas de alta ou baixa demanda.

Somando isso a um setor financeiro com informações mais completas sobre o orçamento geral, tem-se uma margem de erro drasticamente reduzida.

Neste conteúdo, vamos explicar a fundo o que são custos fixos, trazer exemplos práticos e mostrar a importância de se conhecer essa métrica tão essencial dentro da gestão financeira.

Não deixe de baixar nossa planilha de custos fixos e variáveis e aproveite para começar a calcular corretamente todos os custos da sua empresa.

O que é um custo fixo?

O custo fixo é todo o gasto que não é afetado pelo aumento ou diminuição da produção de produtos ou prestação de serviços da empresa. Ou seja, ele não oscila mesmo que a companhia produza mais ou preste mais serviços em um determinado período de tempo.

Entender quais são os custos fixos ajuda a tornar a gestão financeira mais eficiente, ampliando a visão estratégica e otimizando o planejamento. Isso porque se observa a quantia de dinheiro que precisa ser gasta para que as atividades da empresa se sustentem.

Ao tornar isso visível para os gestores, as projeções passam a ser mais assertivas, assim como as tomadas de decisão.

9 exemplos de custos fixos em uma empresa

Essenciais para o funcionamento da companhia, fato que também os fazem conhecidos como gastos estruturais ou custos de estrutura, os custos fixos precisam estar sempre na ‘ponta da língua’ do departamento financeiro.

Esse KPI se relaciona diretamente com a capacidade de produção da companhia, mostrando o quão lucrativa ela é ou pode vir a ser.

Dentro dessa qualificação, listamos 8 exemplos de custos fixos para uma empresa:

  • Manutenção periódica de equipamentos;
  • folha de pagamento e mão de obra;
  • serviços de segurança e limpeza;
  • matérias primas do produto;
  • aluguel;
  • vale-combustível, vale-refeição e outros benefícios;
  • contas de energia elétrica, telefone e internet;
  • seguros;
  • custos de imóvel e estrutura;
  • entre outros.

Esses são apenas alguns exemplos, mais comuns entre as companhias no geral, mas é claro que há outros tipos de custos e despesas ligadas diretamente ao seu modelo de negócio.

Empresas que contam com frota de veículos, por exemplo, têm em seus custos fixos a manutenção dos carros e até mesmo os impostos, como o IPVA.

O importante é compreender quais são e identificá-los para que sejam descritos corretamente dentro do seu orçamento.

Como calcular os custos fixos de uma empresa?

Não há uma fórmula pronta para se chegar ao custo fixo total. Esse cenário se dá, principalmente, porque diferentes tipos de empresa têm diferentes tipos de custos.

O melhor cenário é ter uma planilha ou um software de gestão financeira que ajude a organizar os custos fixos. Isso vai te economizar tempo, otimizar processos e permitir que aproveite melhor o setor financeiro.

Caso você ainda não tenha nenhum dos dois, é possível seguir 3 passos simples para calcular o custo fixo da operação:

  1. levantamento de custos;
  2. divisão entre fixos e variáveis;
  3. soma e resultado.

A etapa do levantamento consiste em verificar todos os gastos realizados em determinado período. Seja um trimestre, semestre ou ano, investiga-se a variação destes gastos.

Isso nos leva ao segundo passo, que é separar custos fixos e variáveis a partir da observação feita no passo anterior.

Por último, deve-se somar os gastos para chegar no valor total dessas despesas. Esses mesmos passos permitem medir o custo fixo total.

Vale lembrar que ainda existe o custo fixo unitário, que é alcançado ao dividir o custo fixo total pela quantidade produzida. Esse KPI é inversamente proporcional. Ou seja, quanto maior o volume de produção, menor é o custo unitário.

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A importância de manter o controle sobre os custos fixos da companhia

Esses custos determinam o potencial de lucratividade da empresa. Dessa forma, não gerenciá-los da melhor maneira possível impacta diretamente em quão competitiva a organização pode ser no setor.

O controle sobre folha de pagamento e manutenção de equipamentos, por exemplo, pode ser o grande trunfo ou mesmo o vilão do negócio.

Custos fixos elevados podem culminar em valores mais altos para os produtos e serviços, reduzindo a margem e fazendo com que a disputa de preços contra concorrentes mais eficientes seja perdida ainda no backoffice da empresa.

Sem essa gestão bem feita, o risco de chegar a uma operação insustentável e, eventualmente, falir é bem grande. Por isso, é preciso muita cautela em todo o acompanhamento e decisões envolvendo os custos fixos da empresa.

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